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Franquias: mitos e verdades

Muitas pessoas sonham em conquistar a independência financeira empreendendo. Boa parte delas imagina que administrando um negócio próprio estará livre de horários, de cobranças por resultados, das disputas de poder, dos 'chefes' e por aí vai.

Porém, como tudo na vida ser 'patrão' também tem prós e contras.

É preciso considerar que benefícios como férias remuneradas, 13º salário, FGTS, horas extras, premiações e outras vantagens trabalhistas típicas de Estados paternalistas como o Brasil deixarão de ser recebidas e passarão a ser pagas, sem contar que - como em qualquer trabalho - nem sempre o dia-a-dia será um 'mar de rosas'.

Ser empresário não significa necessariamente o mesmo que ser dono de uma empresa. É necessário ter vocação e saber administrar tanto os lucros quanto os problemas – sejam de ordem financeira, técnica, humana, material ou mercadológica - 24 horas por dia, 365 dias por ano, enquanto o negócio existir. Talvez por isso poucos têm sucesso, já que a maioria desiste no começo e/ou logo na primeira dificuldade.

Franquias: vantagens e desvantagens

O mercado de franquias é bastante interessante para quem está disposto a enfrentar novos desafios e prefere investir num modelo já estruturado ao invés de começar um negócio do zero e encarar o 'interminável' período de maturação. Entretanto, vale lembrar que esta comodidade tem um preço.

Adquirir uma franquia costuma ser uma opção menos arriscada em se tratando de empreendedorismo. Estudos indicam que 80% das novas empresas fecham as portas nos cinco primeiros anos. Essa taxa cai para menos de 20% para franquias. Contudo, tornar-se um franqueado não é garantia de sucesso. É igualmente necessário muita dedicação, disciplina, capacidade administrativa, atenção às necessidades dos clientes e uma boa dose de paciência e disposição para administrar conflitos.

Perfil do franqueado

O candidato a franqueado deve estar ciente que terá que obedecer a um conjunto de regras e padrões pré-estabelecidos pela franqueadora. Isso é fundamental para que a marca não perca a sua identidade e para que os clientes saibam exatamente o que irão encontrar quando entrarem no estabelecimento ou quando comprarem um produto ou serviço.

Cabe ressaltar que os conflitos de gestão estão entre as principais causas de desavenças entre franqueados e franqueadoras, sendo responsáveis, inclusive, por inúmeros distratos que frequentemente acabam nos tribunais e, consequentemente, em prejuízos significativos.

Em outras palavras:

Quem deseja ter liberdade de gestão para implantar as suas próprias ideias não deve empreender por meio de franquias.

Não basta ao franqueado ter convicção que as suas propostas podem significar um aumento nas vendas ou facilitar algum aspecto prático da operação da(s) sua(s) unidade(s). Para poder implantá-las será preciso submetê-las a apreciação do franqueador, a quem caberá – exclusivamente – o direito de aprová-las ou não.

Qual a melhor opção de franquia?

Escolher a franquia certa é o primeiro grande desafio do futuro franqueado, tendo em vista a infinidade de opções para todos os públicos e bolsos.

De spas para animais de estimação à redes fast-food, o mercado de franquias está cada vez mais amplo e igualmente cheio de armadilhas. Como em qualquer negócio é preciso ter cautela e ser muito seletivo em relação as informações que são passadas para não se deixar seduzir pelas promessas de lucros estratosféricos instantâneos.

Há quem considere ser vantajoso apostar nas novidades mercadológicas, com foco no retorno de médio prazo, em função do pioneirismo em determinado segmento; outros preferem investir em marcas consolidadas imaginando que isso aumenta as chances de sucesso, ainda que - para tanto - o desembolso seja maior.

Seja qual for a sua preferência o ideal é não ter pressa. É importante decidir somente após muita pesquisa e, principalmente, depois de ter conversado com outros franqueados, afinal, em breve vocês poderão ser 'sócios'.

Investimento x Custos Fixos e Variáveis x Margem Líquida x Retorno Financeiro

A análise financeira do interessado em adquirir uma franquia não deve se limitar a pesquisa da taxa de aquisição e ao valor percentual dos royalties mensais sobre o faturamento. É essencial que o empreendedor iniciante considere todos os custos diretos e indiretos envolvidos, bem como as despesas inerentes ao exercício da atividade, principalmente quando o investimento depender do capital de terceiros (recursos bancários).

Caberá ainda investigar se a margem de lucro informada pelo franqueador condiz com a realidade e se as demais taxas cobradas pela franquia, tais como de propaganda, uso de sistemas, treinamentos, fornecedores, dentre outras, são adequadas à realidade do negócio desde o início.

Investimento Direto e Custo Operacional

O custo direto de aquisição, as despesas físicas de adequação do ponto comercial, aquisição de equipamentos e instalações, bem como as operacionais (ex. contratação de pessoal, capital de giro, reposição de estoques, etc), também devem entrar na conta do investimento direto. As despesas fixas e variáveis também devem ser consideradas, tendo em vista que influenciam diretamente na viabilidade financeira do projeto. 

Prazo de Projeto

Por fim, é imprescindível que o prazo de projeto seja compatível com a capacidade de geração de receita líquida da franquia. Do contrário, o investimento poderá não dar retorno e ao invés de ser 'dono' o franqueado acabará sendo um funcionário do seu próprio negócio (ou do franqueador!), pagando para trabalhar.

Bons negócios!

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